1. A Pergunta do Impacto Humano: Qual é o seu "Porquê"?
"De que forma específica seu projeto responde à pergunta central do Centro: 'o que pode ser feito para melhorar a vida das pessoas nas cidades?' Qual é o impacto direto e tangível na qualidade de vida urbana que você espera alcançar?"
Objetivo: Forçar o pesquisador a ir além da justificativa teórica e conectar sua pesquisa diretamente à missão humanista do Centro. Avalia se o foco final é a melhoria da vida das pessoas ou apenas o avanço de um campo de conhecimento.
2. A Pergunta da Síntese: Qual é o seu "O Quê"?
"Além de gerar novos dados, qual conhecimento de outras áreas (sejam elas acadêmicas ou não) seu projeto irá sintetizar? Como sua pesquisa conectará 'ilhas' de conhecimento já existentes para criar uma compreensão mais holística e inovadora do problema?"
Objetivo: Verificar se o projeto compreende e abraça o principal diferencial do Centro: a síntese. Avalia a capacidade do pesquisador de integrar e dar novo sentido a conhecimentos pré-existentes, em vez de apenas criar mais um trabalho em um "silo" disciplinar.
3. A Pergunta da Transdisciplinaridade: Com "Quem"?
"Quais atores não acadêmicos (gestores públicos, setor privado, ONGs, comunidades locais) são cruciais para o sucesso do seu projeto? Como você planeja envolvê-los ativamente no processo, não como objetos de estudo, mas como parceiros na co-criação de soluções?"
Objetivo: Medir o compromisso do projeto com a abordagem transdisciplinar. A questão testa se o plano de trabalho inclui um engajamento genuíno com stakeholders, que é essencial para a relevância e viabilidade das soluções propostas.
4. A Pergunta da Ação: Qual é o seu "Como"?
"Qual é o produto final acionável do seu projeto? Além do artigo científico, você irá gerar um guia para políticas públicas, um protótipo, uma metodologia para gestores, um workshop de capacitação ou outra ferramenta que possa ser diretamente aplicada para gerar mudança?"
Objetivo: Avaliar a orientação do projeto para a prática. O Centro busca impacto real, e esta pergunta exige que o pesquisador pense em "entregáveis" que transcendam o meio acadêmico e possam ser utilizados por tomadores de decisão.
5. A Pergunta Sistêmica: E "Onde Mais"?
"Considerando as cidades como sistemas complexos, como seu tema de pesquisa (ex: resíduos sólidos) se conecta e impacta outros eixos, como saúde pública, uso do solo, equidade social ou mobilidade? Quais são as consequências não óbvias ou as sinergias potenciais do seu trabalho?"
Objetivo: Sondar a capacidade do pesquisador de ter uma visão sistêmica. O Centro entende que nenhum problema urbano é isolado. A resposta a esta pergunta revela se o pesquisador consegue pensar nas ramificações e nas interdependências de sua pesquisa.